Começando o Making of + nova integrante na equipe

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Houve poucas postagens nas últimas semanas, e isso porque estivemos bastante ocupados em rever as cores do filme, deixá-las com uma unidade legal, diminuir os erros como flares ou partes estouradas, deixar as letras nas camas azuis como as pedras. Visto de fora, pode parecer um trabalho trivial. Porém, se na parte de montagem fiz alguns posts me gabando da velocidade que conseguimos, o exato oposto aconteceu na pós. Como seremos, no fim das contas, julgados pelo resultado e não só pelo processo, pessoalmente não quis ceder neste ponto. Era uma questão de respeito com toda a equipe finalizar o Floresta direito.

Dependendo da cena, foi preciso fazer mais de nove máscaras para ajustar as cores e o contraste. Como a performance do compositor do Blender depende muito do jogo processador/placa de vídeo, cheguei até a compilar os drivers de CUDA para ver se as coisas iam mais rápido. Eu nem sabia o que era CUDA, mas descobri que minha placa tinha, então fui atrás. Bom, cheguei à conclusão de que, para fazer tratamento de cores nesse nível, realmente é preciso uma máquina muito violenta, ou uma fazenda de renderização. Guardemos essa percepção por agora, vamos trabalhar nela só daqui alguns meses.

Mas, enfim, é chegado o fim dos posts mais técnicos. Isso porque o filme está praticamente pronto, e as legendas também já estão feitas e sincronizadas. É hora de começar a trabalhar em outra frente, a do making of e das recompensas do pessoal que apoiou o filme pelo Catarse. E isso nos leva a apresentar a primeira nova integrante da equipe para esta etapa, já listada ali na área da direita do site.

Para entrar no Floresta, havia uma regra: “só entra se for para ajudar”. Por isso até a tiração de onda com o amor no post passado e neste aqui. Se não houvesse um objetivo claro, se não é pra ter amor no olhar, não fazia sentido. E sou particularmente orgulhoso do resultado dessa abordagem.

No caso do making of, desde as gravações, a equipe que havia pensado seria eu, Bárbara e Andressa. Isso por algumas ideias e valores, mencionadas aqui em nenhuma ordem particular. Primeiro, queria assumir o Blender como editor de vídeo, ver se ele aguentava a bronca. Também queria passar o conhecimento para frente, a duas pessoas que mais do que interessadas, possuem trabalhos pessoais interessantes e estão sempre no corre, ou seja, não seria um conhecimento perdido. Ambas tinham projetos sequenciais em mente, para os quais poderiam já tentar fazer em Blender. Finalmente, porque eu não posso editar o making of sozinho – estou muito dentro do processo todo para ser objetivo.

Mas a correria é muita, o mundo é vasto. Não foi possível juntar essa equipe. E, se temos de nos adaptar às situações, ainda assim me senti esses últimos meses bastante carente de alguém para assumir essa posição. E de alguém que fosse no nível dessas duas. Na verdade, se existe um único motivo para eu ter parado o Floresta para assumir o Blender e fazer os scripts de Python para melhorá-lo como editor de vídeo, esse motivo é permitir a pessoas como elas ter as ferramentas à mão. Não existe outro. Obrigado, meninas, pelo trabalho de vocês. Ele é inspirador.

Pois bem, finalmente achei a pessoa certa, e ela se chama Vanessa Myho. Ela esteve na oficina que demos no Centro Cultural da Espanha, em julho do ano passado, e havia me chamado a atenção por estar na frente e não haver falado nada, nem durante, nem na hora de ir embora. Como os caminhos se cruzam sem avisar, descobri que ela, nove meses depois, ainda estava interessada e pesquisava exatamente a documentação sobre edição de vídeo em linux. E também queria o conhecimento para executar algumas coisas com a qual está envolvida.

Mencionei há alguns posts que estamos fazendo outro projeto, e que a parte de montagem vai ser uma correria insana. Tudo está indo como previsto: vai ser uma correria insana. =p E a Myho vai me ajudar exatamente nessa parte. Mas o que ela tem a ver com o Floresta, então? Simples. O trabalho dela é claro: aprender. Ela está sendo deslocada para aprender, e aprender fazendo, montagem e pós-edição. Em parte, na fogueira, como no novo projeto; em parte com mais tempo e com bem mais profundidade no Floresta, fazendo o making of.

Seja bem vinda, Myho!

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