FLORESTA VERMELHA

cinema digital com software livre em hardware aberto

Floresta Vermelha na 10ª Mostra de Cine de Lavapiés – Madri – 27JUN

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O Floresta Vermelha será exibido como parte da programação da 10ª Mostra de Cine de Lavapiés, em Madri, no dia 27 de Junho! Pelo que dá para sentir do site e dos vídeos que o pessoal fez durante as oficinas por lá, a Mostra de Cine Lavapiés é um festival de bairro que busca trazer a experiência do cinema de volta às pessoas, em suas ruas, em suas vizinhanças. Parece ter bastante a ver com o Baixo Centro aqui de São Paulo e, como mencionamos naquela ocasião, acaba que o Floresta faz muito mais sentido se projetado ao ar livre do que em salas “tradicionais” de cinema.

Faço questão de colocar os vídeos que vi aqui, porque dão uma sensação bem empolgante do que eles estão fazendo. A primeira entrevista é de uma menina chamada Juliana, e acho que ela apresenta o espírito geral do festival, dá bem para sentir o clima. Além do que, começa com a claquete clássica – as palmas – para marcar a sincronia do áudio. Afinal, adivinhem, eles estão gravando os depoimentos com uma Elphel! Já o segundo é do Arturo, um dos organizadores do festival, e o terceiro é a fala de Diego Pardilla, um dos nossos apoiadores pelo Catarse e que faz parte do Apertus. Foi o Diego quem fez a ponte para estarmos lá!

Qual o site do festival? Clique nas imagens! Ah, e nesse vídeos aí tem uma camiseta amarela ao fundo super legal, que estou tentando conseguir para usar aqui no Brasil! =p



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12JUN – Floresta Vermelha no Sesc Campinas


E aí, o que está rolando de coisa boa relacionada ao Cinema Open Source no Brasil e no mundo? O que rola fazer ou não com software livre? Quais são as coisas bem estabelecidas e quais são as dificuldades? Como convencer as pessoas de que projetos transmídia são legais, valem a pena ser financiados por elas, e que desenvolver junto à produção – para o bem de uma comunidade multimídia – é um modelo interessante?

Vamos estar em Campinas, no Sesc de lá, para falar um pouco sobre isso, projetar o Floresta e conversar com o pessoal. Vamos mostrar um pouco de trechos de making of e exibir outros vídeos legais, como este aí acima, da Argentina e feito com Blender. Nosso objetivo é um só: mostrar que rola a partir dos resultados que estão saindo por aí, e contar um pouco da nossa experiência. Simbora lá?

Workshop + Exibição – Floresta Vermelha
Horário: das 19h às 21h30
Quando: dia 12 de junho, quarta-feira
Onde: Teatro do Sesc Campinas
Endereço: R. Dom José I, 270. Bonfim, Campinas.

La Forêt Rouge, El Bosque Rojo // Temos legendas em espanhol e francês!

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Esta semana, o Floresta ganhou de presente duas versões de legendas vindas diretamente da Espanha e da França!

Nosso filme vai passar na mostra de filmes livres de Lavapiés, em Madrid (já posto sobre isso em seguida), mas não tínhamos as legendas em castelhano. Vendo isso, Ana Useros se prontificou em dar uma mão e fez uma tradução super legal, que nos permitirá não só exibir na Europa como na América Latina, nos vários festivais que pedem os textos em espanhol. =)

Já Alban Sanz, que constava aqui nos agradecimentos como Equipe Apertus, fez a versão para o francês. Agora, o Floresta pode ser projetado em boa parte dos países do mundo!

Fica aqui um agradecimento especial a ambos, que entrarão nos créditos do filme!

de viver nos Rios, de viver nas Ruas


Ontem, abrimos o link do documentário de viver nos Rios, de viver nas ruas, sobre o qual havia comentado principalmente (e pela ordem) aqui, aqui e aqui.

Como acabei assumindo o roteiro do filme, o que se vê aí é a linha narrativa estabelecida por mim, ilustrada principalmente pelas imagens de Marina Thomé e conduzidas pela paisagem sonora de Renato Cortez; a direção geral de projeto (logística e organização de equipe), é de Felipe Cabral. Um agradecimento especial deve ser feito ao Renato, pela importância decisiva em horas cruciais – se a viagem que fizemos aí é fluida, é pelo trabalho dele. Outro vai para Vanessa Myho, pela dedicação e entrega com que encarou comigo a linha de montagem – outros teriam desistido.

Uma observação explicativa – No contexto deste projeto, o que este vídeo representa? Por que ele está sendo publicado aqui? Não podemos perder nossos objetivos de foco, ainda mais depois de tanto tempo na estrada.

Para editar o Floresta, tivemos de pesquisar como fazer cinema na Elphel e criar o workflow para edição em RAW em Linux. Depois, ao fazer a finalização de cores, adaptá-lo ao Blender, usando como base as pesquisas do projeto Kinoraw, da Espanha. Para fazer o making of, decidimos migrar definitivamente a edição para Blender, o que implicava melhorar a usabilidade do programa, e tínhamos de testar isso necessariamente em produção. Se você ainda não entendeu a ligação entre todas essas coisas, pense no trabalho de um artesão, no qual temos de adaptar, ou mesmo criar, nossas próprias ferramentas de trabalho para obter o resultado que queremos. Aí as coisas farão mais sentido.

Adeus, Gjøa!

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No momento em que escrevo, às 19h de uma sexta-feira ponte de feriado, a Gjøa, a câmera que usamos para gravar o filme, está a caminho de casa.

É estranho. Já me imaginei escrevendo este post muitas vezes. Em algumas, achei que estaria super triste. Em outras, supus que conseguiria encaminhá-la a outro projeto de cinema ou de pesquisa. Ou a outra equipe maluca. E não estaria triste, mas contente.

Algumas coisas parece que ficam em suspenso, sem resolução. Elas pendem, pairam. E continuam pairando, quem sabe por anos, até que algo – um algo nunca muito explicável – as traz de volta, as resolve. Com a Gjøa, estes últimos meses foram assim: indefinidos, em suspenso. À espera.

Mas, conforme o “Poder para o povo” do Seychelles começa a tocar no player, sinto-me um pouquinho triste, é verdade, mas em paz. A Elphel voltar para casa é um marco. É a constatação concreta de que o projeto, assim como estes posts, estão chegando ao final. É o fim para o novo começo. E uma série de frases me volta à cabeça, talvez impulsionadas pelo making of que estamos fazendo e no qual estivemos trabalhando ontem e hoje.

Houve muita coisa especial neste projeto. E, se não posso dividir todo o antes do fim do mundo aqui, acho que posso compartilhar algo muito especial, que aconteceu logo depois.

- E então, vamos tirar a roupa e entrar na água?
- Mas você acabou de botar o pé no mar, está congelando! Deve estar uns 10 graus!

Silêncio. No rádio, toca Gobbledigook, do Sigur Rós.

- A gente pode voltar amanhã, depois de mergulhar!
- A gente não vai voltar amanhã.

Não fui eu quem começou o diálogo. Mas eu quem saiu primeiro do carro pelado e gritando na noite. E foi muito da hora.

O mar, sempre o mar.

Boa volta pra casa, Gjøa. Até a próxima aventura.


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Making of – Comparativo de tamanhos de quadro


Aí vai um videozinho que faz parte do nosso making of. É um comparativo entre os diferentes tamanhos de imagem, situando o Floresta no mar de resoluções digitais.

Claro, a gente demorou um pouquinho para fazer, mesmo porque estamos levando essa etapa numa relax, numa tranquila, numa boa. E, como sempre, estamos pegando alguma peça de produção para estudar um pouco mais as áreas que não sabemos – no caso, animações em 3D, naquela busca por uma linguagem legal de edição que queremos chegar. É bem massa ver quando você consegue pensar uma coisa e traduzir aquilo em uma animação e ficar bonito!

Agora, conforme vamos fazendo as entrevistas que vão ajudar a guiar as imagens do making of, tudo vai tomando forma. Em paralelo, estamos fazendo o projeto de design e de materiais dos DVDs que vão para os doadores do Catarse e para nossa querida equipe, assim como dos pôsteres que serão espalhados por aí. Putz, está ficando muito da hora! Mas vai ficar mais legal ainda de falar quando tivermos as imagens – aí aproveitamos para apresentar mais uma membra da nossa trupe!

Making of, logo menos

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